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Julho/2007
     
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Comparativo
Aqui cabe sua família
Se um compacto popular não é mais suficiente para suas necessidades, Logan, Siena, Fiesta Sedan e Prisma podem ser a solução

TEXTO ANA FLÁVIA FURLAN FOTOS ROBERTO ASSUNÇÃO

O que faz o consumidor gostar de um automóvel? Quais motivações levam um cliente a escolher um modelo em detrimento de todas as outras opções disponíveis? Há pouco tempo, ouvi de um executivo de uma importante montadora que "existe uma 'mágica' que faz com que um carro 'aconteça'". Algo que foge das previsões dos marqueteiros, que as pesquisas de mercado não são capazes de antecipar e que nenhum pensamento racional explica. Analisando os números de vendas de alguns modelos, pode até ser que isso seja mesmo verdade. Mas, ao menos em se tratando de mercado brasileiro, uma regra parece infalível: carro feio não vende, a menos que seja muito, muito barato. Esse deverá ser o calcanhar-de-aquiles do Renault Logan.

O modelo nasceu para ser barato, não bonito. Na Europa, ele é vendido bem equipado por um preço de cerca de 8 mil euros, algo ao redor de R$ 20 mil. E é um sucesso. Aqui, na versão 1.6, ele custa bem mais e concorre com automóveis esteticamente mais bem resolvidos como Prisma, Fiesta Sedan e Siena.

"Para o consumidor do Logan design não é fator fundamental. Ele se preocupa com o custo/benefício de seu investimento", afirma Cássio Paglianini, diretor de marketing da Renault. "Para esse cliente, a compra do carro vem antes até da compra do imóvel. Por isso ele é cauteloso", completa. Se isso for mesmo verdade, o Logan pode ter chances de ser um sucesso também no Brasil. Ele oferece mais espaço que os rivais, tem mais equipamentos, um desempenho bom, excelente índice de reparabilidade e é o único com garantia de três anos. Será mesmo a melhor opção?

Colocado ao lado de seus rivais, o Logan é claramente o que tem as maiores dimensões. Isso se traduz em um conforto interno bastante superior

Comecemos pelo espaço. É fácil perceber que, por fora, o Logan é maior que seus adversários. As medidas avantajadas de sua carroceria saltam aos olhos. Mas é por dentro que ele se torna definitivamente imbatível. O espaço disponível para os passageiros que sentam atrás é praticamente o mesmo que se desfruta em um Corolla, por exemplo. São 1,33 m de encosto contra 1,36 m do modelo da Toyota. O segundo colocado no quesito espaço interno é o Fiesta Sedan que, depois do Logan, é o modelo que melhor acomoda ombros e pernas de quem vai atrás. Na lanterna, está o Siena, que é, de longe, o mais apertado dos quatro (confira as medidas nas páginas 42 e 43).

Convidamos três consumidoras para experimentar a habitabilidade dos bancos traseiros dos carros desta disputa. Sem nenhuma informação sobre as medidas dos modelos e com os bancos dianteiros acertados por um mesmo motorista de 1,74 de altura, elas deveriam descrever como se sentiam em cada um dos automóveis. O primeiro avaliado foi o Logan, que rendeu elogios de todas as participantes. "Eu quero esse carro pra mim. Que delícia!", exclamou Marizete Coutinho (1,68 m de altura). "Minhas pernas não estão nem perto do banco dianteiro", notou Elaine Beller (1,77m de altura).

Ao passar para o Siena, a rejeição foi inversamente proporcional. Logo que se acomodaram, as três perceberam a diferença de espaço que a fita métrica revela. "Eu gostava tanto desse carro! É porque eu nunca tinha andado atrás. É muito apertado", afirmou, decepcionada, Elaine Basílio (1,64 m de altura). "Cadê aquele banco fofinho, macio do outro carro? Aquele é muito mais gostoso", completou. "Minha cabeça está quase encostando no teto, meus braços estão apertados", reclamou Marizete.

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