| |
Comparativo
Lição aprendida Comparada à Mercedes, a Lexus é principiante. Mas a marca aprendeu rápido a fazer (bem) carros de luxo e já enfrenta quem a inspirou
TEXTO Ana Flávia Furlan FOTOS Roberto Assunção

A marca Lexus foi fundada pela Toyota nos EUA em 1987. Nessa época, a Mercedes já comemorava cinco anos de sucesso de vendas de sua Classe C, que, hoje, contabiliza a venda de mais de cinco milhões de unidades em todo o mundo. O que isso significa? Na prática, muito pouco. Além da tradição e do status da estrela no capô (que por si só podem decidir a compra emocional de um Mercedes), o Classe C 280 deste comparativo não mostrou ter muitos atrativos para desbancar o ES 350. A começar por suas dimensões e pelo espaço interno.

O Lexus tem 4,85 metros de comprimento e 2,78 m de entreeixos. A carroceria do Mercedes, apesar de ter crescido consideravelmente nesta nova geração, ainda fica atrás com 4,58 metros, dois quais 2,76 metros são reservados ao entreeixos. Na largura, ambos os modelos ficam devendo um pouco mais de espaço para os ombros, mas o ES 350 se dá melhor também nessa medida. Na verdade, ele perde para o Classe C apenas na altura. Em números, ele é até 2 cm mais alto, mas, devido ao desenho da carroceria e à disposição do habitáculo, o interior do Lexus parece mais claustrofóbico. A cabeça de um motorista de estatura média fica muito próxima do teto, causando desconforto não encontrado no Mercedes.
O Classe C, apesar de recentemente remodelado, ainda tem design muito comportado para o segmento
 |
| Os apliques prateados do Mercedes são mais elegantes e de bom gosto. E a posição de dirigir é mais esportiva. Entre os equipamentos de série, destaque para o bluetooth (operado através de uma espécie de mouse, juntamente com o resto do sistema multimídia com comando de voz), faróis bixênon e ar três zonas |
1 | 2 | 3 | Próxima >> |
|