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Quattroruote
Fora de série! Conheça o X-Bow da KTM, misto de carro e moto, e outras quatro máquinas curiosas, incomuns e até bem estranhas...
REPORTAGEM: Quattroruote TEXTO ADAPTADO: Ana Flávia Furlan
Era só o que faltava à KTM, segunda maior construtora de motocicletas da Europa. Depois de se firmar com o sucesso de suas motos off-road e de um futuro promissor nos segmentos de superbike e naked, a empresa austríaca inventou o conceito do carro-moto.
A idéia básica é a mesma do Lotus Exige: contentar- se com uma potência limitada, mas reduzir o peso ao mínimo possível para garantir força. Por isso, o grande destaque do projeto é a carroceria de fibra de carbono – como a da Ferrari Enzo e a de outros poucos supercarros – projetada pela Dallara, empresa italiana que domina a Fórmula 3 americana, a IRL (Indy Racing League) e fornece para todas as escuderias da GP2. O desenho ficou a cargo de Gerald Kiska, responsável pelo Centro de Estilo da KTM, mas a equipe do engenheiro Gian Paolo Dallara desenvolveu toda a parte aerodinâmica do modelo. E foi a ele que recorremos para conhecer de perto o modelo antes de sua apresentação oficial.
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Carver One
Trata-se do primeiro triciclo do mundo capaz de se “deitar” nas curvas. São até 52 graus de inclinação para cada lado! Apesar de ter sido projetado por um engenheiro aeronáutico holandês, o interessante modelo é produzido atualmente na Alemanha. |
Gilera Fuoco
É a versão mais “brava” da MP3 Piaggio, uma scooter GT européia de três rodas que foi a primeira do mundo a propor um eixo dianteiro inovador. As rodas duplas dianteiras dão uma sensação de segurança única para o piloto. Uma afronta para os puristas. |
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Lotus 2-Eleven
O modelo, de apenas 670 kg, tem um motor de 252 cv, o que lhe confere uma relação peso/potência semelhante à de um carro de F1 dos anos 60. Feito para andar nas pistas, na Inglaterra, ele pode ser homologado para circular também na rua, com pouquíssimas adaptações. |
Lan Buggy
Trata-se de uma reedição dos buggies de dunas dos anos 70 feitos sobre a base do Fusca. Na Europa, pode ser dirigido por maiores de 16 anos. Oferece muita diversão, mas pode ser inseguro quando conduzido por pilotos inexperientes. Ótimo para a praia. |
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Na região de Varano de’ Melegari (Itália), onde fica a sede da Dallara, pudemos observar o veículo sendo pilotado pelo experiente Loris Bicocchi, recordista de velocidade com um Koenigsegg (388 km/h) na pista de Nardò. O X-Bow é bastante monstruoso, mas seus pequenos apêndices desenvolvem uma rolagem fundamental para a aerodinâmica, enquanto a carroceria em carbono, com sua absoluta rigidez torcional, permite que as suspensões trabalhem brilhantemente. O acerto é nitidamente feito para as ruas e não para as pistas, mas dá para notar que o modelo desenha sua trajetória com uma precisão incomparável.
É chegada a hora de provarmos o insólito veículo. Como seu pára-brisa é ínfimo, a forma correta de circular a bordo do X-Bow é utilizando um capacete, algo que remete às motos e também aos carros de competição. Esperamos um ronco sonoro e exagerado, mas o que encontramos é a partida silenciosa do motor 2.0 TFSI de 220 cv a 5.900 rpm com torque de 30,6 kgfm a 4.000 rpm, fornecido pelo grupo Audi-VW. O construtor ainda não tem dados de desempenho para o modelo, mas a sensação é realmente a que se experimenta em um carro de corrida.
Por enquanto, o X-Box é um veículo apenas para os puristas: nada de direção hidráulica, nem servofreio ou ABS... Mesmo assim, ele não é tão desconfortável como parece. Os bancos são fixos, mas o volante e a pedaleira são reguláveis. Todos os comandos estão sob o volante, no estilo racing, e a curtíssima alavanca do câmbio manual de seis marchas fica bem perto do piloto. No futuro, haverá também a opção automatizada da VW, com dupla embreagem.
Como pretende investir pesado no segmento das quatro rodas, a KTM precisava de bons parceiros. E encontrou os melhores. A Dallara foi convocada para carroceria, suspensão e aerodinâmica; o grupo Audi- VW para o conjunto motriz; e a Magna Steyr para a produção. Essa empresa, com seus 1.000 carros/dia (produzidos para diversas montadoras), conseguirá assegurar qualidade e confiabilidade para as 1.000 unidades de KTM X-Bow que estão previstas para todo o ano de 2008, das quais 600 já foram vendidas. Por 40 mil euros, talvez eles precisem fazer mais.
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