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SERVIÇO
Tem salvação? Recuperar um carro alagado é possível, mas, dependendo dos danos, pode não valer a pena
TEXTO Rafael A. Freire FOTOS Roberto Assunção

Nos primeiros meses do ano, e até o final do verão, muitas cidades sofrem com fortes tempestades e, conseqüentemente, com os alagamentos. Culpa da estrutura viária deficiente e, principalmente, da excessiva impermeabilização do solo. Quando você dirige em um trecho alagado, o carro pára e a água invade seu interior, os danos tornam-se quase inevitáveis. Além de comprometer todo o acabamento interior do veículo, os danos mais graves podem ocorrer nas partes mecânicas e elétricas, o que põe em cheque a viabilidade de uma restauração.
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Depois de saber até onde a água chegou, é iniciado o processo de desmontagem. Todos os locais afetados são limpos e dedetizados. A lataria também é lubrificada, para evitar futuros problemas de ferrugem |
De acordo com Luiz Carlos Lopes de Almeida, proprietário da Lucar Limpeza, empresa de São Paulo especializada neste tipo de serviço, para recuperar um veículo alagado o primeiro a fazer é analisar até onde a água chegou. Depois da análise, é iniciado o processo de desmontagem, para que todas as peças sejam lavadas e dedetizadas (com inseticidas que matam bactérias). A lataria também é limpa e lubrificada, para evitar ferrugem. No geral, todas as partes sujas recebem essa higienização. Nos casos em que apenas a parte interior do veículo foi comprometida, uma boa limpeza já é suficiente.
“O carro nunca fica como era, mas garantimos que é quase totalmente recuperado. O resultado costuma surpreender os proprietários”, afirma Luiz. Segundo ele, o custo da limpeza e recuperação de um carro varia de R$ 300 a R$ 5 mil, dependendo do estado do carro. Isso sem contar gastos com reparos elétricos e mecânicos, que podem até ultrapassar o valor do veículo. A limpeza pode demorar de algumas horas a até vinte dias de trabalho.
Mas a sujeira não é a maior complicação de carros que foram alagados. O que compromete mais o veículo são os danos nas partes elétricas e mecânicas. Quando um automóvel fica totalmente submerso, a água pode acabar invadindo a câmara de combustão. Aí, se o motorista tenta dar a partida, a água, que não pode ser comprimida como o combustível, acaba danificando o motor – e a quebra da biela é quase certa.
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