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Setembro/2008
     
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A4 MAIS STATUS
Ele está maior, melhor e custa quase o mesmo que o modelo anterior: cerca de R$ 20 mil a mais que seus rivais BMW e Mercedes

TEXTO Ana Flávia Furlan FOTOS Marcos Florence

Potência de 269 cv
0 a 100 km/h: 6s4
R$ 229.000

Por fora a mudança pode não parecer tão radical. Mas o A4 é, sim, um novo carro. A começar pelas medidas. A carroceria cresceu 11,7 cm no comprimento e 5 cm na largura. Apesar disso, o peso diminuiu 10% pelo uso de materiais mais leves. Já as medidas internas aumentaram menos. Em média, o ganho foi de 2 cm, mas o espaço a bordo é suficiente.

Para melhorar a distribuição de peso, a caixa de direção foi rebaixada, a bateria mudou de lugar e o diferencial central foi reposicionado. Com essas mudanças, além de ficar mais equilibrado, o sedã pôde ganhar um entreeixos maior (passou de 2,60 para 2,81 m) e tevve o porta-malas ampliado de 460 para 480 litros.

Esta é a oitava geração do A4, mas a terceira com essa denominação. Antes disso, o modelo se chamava Audi 80

A equipe de design de Walter de’Silva acertou a mão. Além de belo e robusto o desenho ficou eficiente: o Cx de 0,27 do novo A4 é um dos melhores da categoria! Na lateral, como no A5, a linha de cintura é marcante. Parte da ponta do farol e segue, se rebaixando, até a lanterna traseira. Na dianteira, os faróis com LEDs herdados do esportivo R8 são inconfundíveis e, segundo Rafael Clemente, gerente de produtos da Audi do Brasil, serão a marca registrada de todos os próximos modelos da montadora.

Inicialmente, o novo A4 chega com motor V6 3.2 FSI e tração integral. A idéia é reconstruir a imagem do carro como um modelo maior, melhor e mais refinado. Depois disso, chegam as versões 4x2 e o propulsor 2.0 turbo, também com injeção direta. A unidade maior é a mesma da geração anterior, mas passou de 254 cv para 269 cv. Contribui para o ganho, o sistema AVS (Audi Valve Lift System), que varia o tempo de abertura e também a altura das válvulas de admissão, conforme a exigência que se faz do motor. O recurso, que não é exatamente uma grande novidade (já que tem conceito semelhante ao do VTEC da Honda), além de melhorar a dirigibilidade, diminui o consumo e enquadra o V6 nos limites de poluição permitidos pela Euro V.

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