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E mais
A arte de criar Um dos maiores designers do País vive em um refúgio às margens da represa Billings e, no momento, anda de Fusca
TEXTO Rafael A. Freire FOTOS Cláudio Larangeira
Chegando a sua casa, pudemos ver os desenhos do "Não me toque", junto aos de outros modelos que estampam as diversas folhas de papéis sobre sua escrivaninha com vista para a represa. Um deles é o "Fora do sério", carro de apenas dois lugares e três janelas, que esbanja esportividade e elegância em suas linhas. Mas nem todos os recentes projetos de Anísio ficam apenas no papel. Exemplo disso são os modelos 828 e 012, da montadora Óbvio, da qual Anísio é um dos sócios.
Com cerca de meio século de experiência na indústria automotiva, o designer analisa com autoridade as tendências de design atuais. Para ele, a década de 1950 é a grande raiz do design automobilístico. "Os anos 50 ainda são a grande fonte de inspiração mundial, pois foi um período muito rico em linhas e formas, em que tudo foi usado", afirma. Segundo ele, não existem padrões de design, cada carro carrega em suas linhas características culturais e até físicas de seu país de origem. "É uma espécie de identidade da indústria de cada nação." Aliás, essa identidade o experiente design afirma ser ausente no Brasil. "Desde o início da produção nacional, sempre trabalhamos com o que sobra dos grandes mercados. O carro brasileiro nunca teve uma identidade própria", conclui.
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| Acima, Anísio mostra os desenhos do projeto "Não me Toque", seu trabalho atual. Ao lado, o Carcará, modelo que bateu o recorde de velocidade absoluta em 1966. Um dos carros da montadora Óbvio, da qual ele é um dos sócios |
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