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Novembro/2008
     
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Edição 308
 
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Salão do Automóvel
Teto de vidro
Nem sempre é ruim tê-lo, e o 911 Targa 4S é a prova: agora mais potente, mais econômico e com câmbio muito melhor

TEXTO Flávio R. Silveira

As principais novidades do 911 Targa são as mesmas que estrearam no novo 911, que avaliamos em agosto passado (MOTOR SHOW 305): o novo motor, agora com injeção direta de combustível e maior potência (345 cv na versão 4 e 385 cv na 4S), e o novo câmbio manual automatizado com dupla embreagem e sete marchas que, além de melhorar o desempenho, reduziu o consumo.

A única crítica feita ao carro, a falta de equilíbrio causada pelo motor e tração traseiros, é o que essa versão 4S corrige. Com tração nas quatro rodas, bloqueio do diferencial traseiro e controle eletromagnético da distribuição de torque entre os eixos, o comportamento dinâmico do Targa é bastante superior, sem tantas "escapadas" de traseira como ocorre nas versões com tração posterior.

Mas esta versão, uma das atrações da Porsche no Salão de São Paulo, junto com o 911 "tradicional" que já mostramos e sua variante com tração integral, tem um charme a mais: o teto com a parte central removível, justamente a origem do nome Targa, criado pela própria Porsche para o 911, em 1966.

Mas hoje o teto removível é de vidro (com uma cortina para bloquear o sol quando necessário) e a parte removível na verdade não é removida: desliza para trás e não precisa ser encaixada atrás dos bancos. A principal vantagem, fora a praticidade, está em liberar espaço. Além do porta-malas de 105 litros na dianteira (o motor vai atrás, é claro), atrás dos bancos há um espaço adicional para 230 litros.

Esta versão Targa tem uma regulagem um pouco mais confortável das suspensões em relação ao resto da linha 911, mas, como todo Porsche (até mesmo o SUV Cayenne), não deixa de ter dirigibilidade extraordinária (e vem ainda com o sistema PASM, que atua sobre a rigidez da suspensão e permite escolher os modos Sport, Comfort ou Normal). O Targa 4S acelera de 0 a 100 km/h em 4,7 segundos e chega à máxima de 295 km/h - mas aí é melhor fechar o teto!

O preço para nosso mercado será divulgado apenas no Salão do Automóvel, mas o modelo atual custa R$ 490 mil (o novo deve ser mais caro). O painel segue as linhas tradicionais da marca

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