| HOME | ÍNDICE REVISTA | ANTERIORES Com artigos da revista italiana Quattroruote 
Novembro/2008
     
ASSINE JÁ!

Edição 308
 
Reportagens
Mercado e serviços
Teste Rápido
Lançamento
Salão
Novidade
Comportamento
E mais
Seções
 
Expediente

 

  Mercado e serviços

Consumo: cada um tem o seu
Saiba quais são os fatores que influenciam no consumo e gaste menos combustível

TEXTO Douglas Mendoça
ILUSTRAÇÃO Fernando Siniscalch


Como fazer 25 km/

1. Início: a saída foi feita em segunda marcha, utilizando o motor de arranque para partir e, ao mesmo tempo, funcionar o motor. A energia elétrica da bateria vence a inércia do carro.

2. Trecho em declive, feito pela faixa interna da pista já com a quinta marcha engatada (essa é a única marcha utilizada durante todo o percurso) e o pé na embreagem para desconectar o motor do câmbio, poupando a marcha lenta da inércia do eixo piloto do câmbio. Velocidade com o carro livre na descida: 50 km/h

3. Início do trecho em aclive. O carro vai solto até atingir os 40 km/h. Nesse momento, tira-se o pé da embreagem e a quinta marcha já engrenada se encarrega de manter constantes os 40 km/h. A leitura do econômetro ajuda a controlar a carga no acelerador.

4. Sempre pela parte interna da pista e mantendo constantes os 40 km/h e o econômetro na máxima economia, contorna-se a curva nesse trecho plano.

5. Mesmo na curva fechada, ela deve ser contornada de maneira suave para evitar que os pneus arrastem. Foi o que fizemos. E também não brigamos com o volante, abrimos a curva suavemente, sem forçar os pneus no asfalto.

6. Declive leve com outra curva fechada. Já mudamos de faixa na curva anterior e estamos na parte de dentro da pista, no caminho mais curto. Pé na embreagem e aproveitamento da inércia proporcionada pelo declive.

7. Curva de raio longo, boa inércia do declive (50 km/h), quando se inicia outro longo e leve aclive a velocidade cai para os 40 km/h, solta-se a embreagem e estabiliza-se a velocidade, controlando o acelerador pelo econômetro.

8. Final do aclive e início de um longo declive. Pé na embreagem desde o início da curva para que a força de gravidade ajude a economizar. Pela parte interna da curva, o Mille percorre a reta a bons 50 km/h. O motor só será reconectado novamente ao câmbio no trecho 3. Foram duas extenuantes voltas e 25,51 km/l.

MOTOR SHOW também participou do torneio de economia promovido pela Fiat por ocasião do lançamento do Mille Economy. Conseguimos a segunda marca de exatos 25,51 km/l entre os cerca de 130 jornalistas que participaram do evento (na maior parte deles, o consumo oscilou dos 20 aos 24 km/l), enquanto o vencedor chegou à marca de 26,66 km/l. É possível ao consumidor comum chegar nesses resultados? Qualquer motorista "pão-duro" chega facilmente a essa marca? Na realidade, não. O fato de o torneio se realizar em um autódromo fechado nos permitiu fazer coisas que dificilmente o motorista conseguiria fazer na rua (leia ao lado e acompanhe na ilustração com o traçado real da pista). Algumas de nossas atitudes eram ilegais, como dirigir com o veículo desengrenado; outras perigosas, como mudar constantemente de faixa procurando sempre o trajeto que permitisse o menor percurso; e outras ainda estressantes, como dirigir a maior parte do tempo controlando as reações do econômetro e a velocidade em que o Mille transitava, nunca superior aos 40 km/h quando o motor movimentava o carro. Apesar do calor local na casa dos 32ºC, os vidros permaneceram fechados e o ventilador desligado para evitar o consumo de energia por parte do sistema elétrico. Dirigindo dessa forma "insana" podemse repetir marcas na ordem dos 26 km/l com o Economy. Mas no dia-a-dia nem o mais "pãoduro" dos motoristas chega a tais marcas.

 

PÁGINAS :: << Anterior | 1 | 2 | 3
 

OUTROS SITES