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Dezembro/2008
     
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Será que ele vem?
O Golf VI bem que poderia estar no Salão, mas não deu as caras. A VW, aliás, continua afirmando que ele não vem para o Brasil. Será?

TEXTO Flávio R. Silveira, DA ISLÂNDIA FOTOS Divulgação

Nosso repórter foi avaliar o Golf VI na Islândia, a cerca de 15 horas de vôo do Brasil, a convite da própria Volks. Apesar disso, a marca garante que não pretende vender o carro aqui. Parece pouco provável

Um misto de surpresa e frustração: foi assim a experiência de dirigir a sexta geração do Golf. A surpresa veio, principalmente, do motor 1.4, e a frustração, do posicionamento da VW do Brasil, que garante que o carro não será vendido aqui. Na verdade, há duas “meias gerações” do Golf. Uma aqui, outra lá. No Brasil, ainda temos a geração quatro, reestilizada no primeiro semestre do ano passado e que pode ser chamada de geração 4,5. Na Europa, o grande salto do modelo foi da quarta para a quinta geração – que nunca tivemos por aqui. Já esta sexta geração está sendo chamada lá de “geração 5,5”, porque manteve características da quinta e serviu, principalmente, para corrigir seus “erros”: o acabamento interno empobrecido e o design controverso, entre eles. Problemas corrigidos, de fato: o acabamento é de primeira, o silêncio surpreende e o design segue as belas linhas do Scirocco – a nova cara da Volkswagen, de autoria do designer italiano Walter de’Silva.

Vamos, então, às qualidades. A dirigibilidade é irrepreensível, com suspensão traseira independente (que o nosso ainda não tem, mas equipa o Golf europeu desde a quinta) e o novo sistema DCC (controle dinâmico de chassi), que permite regular as suspensões e rigidez do volante para os modos normal, esporte ou conforto. Mas a principal surpresa está mesmo na oferta de motores.

Além de duas versões a diesel (a menos potente, com 110 cv, supera os 25 km/l) e das versões a gasolina 1.6 e 2.0 com 210 cv (que equipará a versão GTI), o grande destaque do modelo é o motor 1.4. Aspirado, ele tem 80 cv, mas pode vir na versão turbo, com 122 cv, e na versão turbo mais compressor, com 160 cv. Avaliamos essas duas últimas, ambas com o câmbio DSG, de dupla embreagem e sete marchas. Para quem ainda tem uma visão negativa de carros com turbo, o Golf 1.4 com 122 cv causará uma mudança radical de opinião. Para os desavisados, a impressão é de dirigir um carro com motor maior.

O novo Golf tem linhas modernas e bem resolvidas, se distanciando ainda mais do carro vendido aqui
O acabamento empobrecido era um dos principais problemas do Golf V na Europa. Nessa nova geração, a marca caprichou nos detalhes e melhorou o isolamento acústico


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