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Lançamento
Será que ele vem? O Golf VI bem que poderia estar no Salão, mas não deu as caras. A VW, aliás, continua afirmando que ele não vem para o Brasil. Será?
TEXTO Flávio R. Silveira, DA ISLÂNDIA FOTOS Divulgação
Mas vamos falar da versão mais interessante, com 160 cv de potência e com turbo e compressor trabalhando em série para garantir força em qualquer regime, mesmo quando o turbo ainda não entrou em ação. A potência é a de um bom 2.0 e o torque o mesmo de um Jetta 2.5 cinco cilindros. Essa maravilha da engenharia faz o Golf de 160 cv acelerar de zero a 100 km/h em 8 segundos e atingir a máxima de 220 km/h – quase junto do Civic Si. O melhor é o consumo: 13,3 km/l na cidade e 19,2 km/l na estrada, equivalente aos mais econômicos 1.0. Mérito principalmente da caixa automatizada de sete marchas e dupla embreagem: dá para andar a 160 km/h com o motor a 3.500 rpm – em velocidades mais “normais”, a rotação fica lá embaixo e o consumo também.
Mas até quando esperar? Esta é a grande questão para nós, brasileiros. Fabian Mannecke, gerente de comunicação da VW alemã, nos confirmou que o modelo será vendido aqui no segundo quadrimestre do ano que vem, mas a VW do Brasil se apressou em desmentir a informação. Diz não ter planos de fabricar – e nem mesmo vender – o novo Golf por aqui.
A possibilidade mais improvável seria fabricá-lo aqui, numa atualização da plataforma “PQ 34”. Isso não deve acontecer tão cedo – talvez em 2010.
Sábia seria a marca se adotasse uma estratégia parecida com a da Ford com o Focus: manter a produção do Golf atual, vendido nas versões 1.6 – ou até mesmo a 2.0 com 120 cv) – e importar do México as versões 1.4 (de 122 cv e 160 cv) e GTI, para os consumidores mais exigentes. Produzir o Golf VI no México é fácil: a quinta geração, com a mesma plataforma, PQ35, já é feita lá. A questão é: com esta crise econômica, onde o dólar vai parar? Se subir demais, torna essa hipótese muito difícil de se concretizar. E agora, Volkswagen?
UM PEQUENO GRANDE MOTOR
Dentro do universo de superalimentação de motores, pode-se afirmar tecnicamente que o compressor mecânico beneficia os baixos regimes de rotações (principalmente as arrancadas e as retomadas de velocidade), enquanto o turbo aumenta mais significativamente a potência máxima e o torque. É por isso que nenhum deles consegue, de maneira perfeita, fazer com que um motor pequeno tenha o desempenho igual ao de um motor grande. Chega perto, mas nunca é igual.
Depois de estudos, a Volks finalmente conseguiu conciliar o melhor desses dois mundos, desenvolvendo um motor que opera com compressor nas baixas rotações e turbo nos altos regimes, tudo eletronicamente comandado. Uma verdadeira jóia da mecânica. Pequeno (1.4 litro), o novo motor é leve, com baixos índices de consumo e emissões e oferece performance melhor que a do motor grande, com impressionante torque de quase 25 kgfm que começa nos 1.500 rpm e vai nessa performance até os 4.500 rpm. Desempenho de um motor de 2,5 litros, tanto no torque quanto na potência, com a vantagem de consumir e poluir como motor pequeno. Um avanço que transformará o futuro dos motores.
Douglas Mendonça |
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