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Salão
Salão do Automóvel
Saldo positivo Apesar da crise mundial, o Salão do Automóvel bateu recorde de visitação e de lançamentos
TEXTO Ana Flávia Furlan, Flávio R. Silveira E Rafael A. Freire FOTOS Roberto Assunção
| SEM CRISE |
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Nos discursos, muitos preferiram ignorar a crise e continuar otimistas
A crise internacional iniciada nos EUA foi deflagrada no mês do Salão do Automóvel. Péssima hora. Ainda assim, muitos preferiram ignorar os números. “Não investimos em ativos cambiais nem em hipotecas americanas. Esperamos um 2009 melhor que 2008. Hoje não é dia de falar de crise.”, disse o responsável pelas revendas Porsche. Cledorvino Belini, presidente da Fiat do Brasil, também negou a crise. “Não vamos criar uma crise onde não existe.” O mesmo fez Thomas Schmall, presidente da VW do Brasil: “Não trabalhamos com a possibilidade de desaceleração”. Para Rogélio Goldfarb, diretor de assuntos corporativos da Ford, “não podemos temer um ambiente que não existe”. José Carlos Pinheiro Neto, vicepresidente da GM do Brasil, até filosofou: “Em japonês, o ideograma de crise é o mesmo de oportunidade”.
Mas a crise mostrou, sim, sua cara no Salão. Marcas adiaram a comercialização de seus modelos e outras não arriscaram dar preços dos que começam a ver vendidos no ano que vem. “Não sabemos as proporções da crise nem quando termina. O planeta entrou em uma crise sem precedentes. Quando não podemos fazer previsões, o melhor é não fazê-las. Espero que no próximo salão a crise não faça mais parte de nosso cenário e a Renault esteja ainda mais forte”, disse Jérôme Stoll, presidente da Renault do Brasil.
O fato é que há sim, uma crise maior se esboçando no Brasil: o crédito para a compra de veículos está mais difícil e o governo federal já fechou acordo com as montadoras para injetar R$ 4 bilhões no setor. O governo do Estado de São Paulo vai ajudar com mais R$ 4 bilhões A questão é saber quando a crise acaba e qual será a extensão dos danos. |
SUSTENTABILIDADE
Foram poucos os que não apresentaram novidades sustentáveis. Na Hyundai, um conceito híbrido do Tucson foi apresentado ao lado do sedã de luxo Gênesis e das versões hatch e perua do i30.
A BMW trouxe ao País a tecnologia Efficient Dynamics que está presente no novo Série 7, que tem consumo médio de 8,8 km/l e, segundo a marca, teve uma redução de 40% da emissão de CO2. Também para diminuir consumo, a VW apresentou o sistema Bluemotion, que reduz a emissão de combustíveis em cerca de 15%. O primeiro veículo a ganhar essa tecnologia será o Polo, já no ano que vem.
A Fiat mostrou o Punto T-Jet (que teve sua comercialização adiada para meados do ano que vem por questões estratégicas) e o novo Fiat 500, mas não deixou de lado a ecologia, apresentando carros elétricos feitos em parceria com a hidrelétrica de Itaipú e o conceito de buggy “verde”, o Bugster.
A Toyota, por sua vez, que de concreto mostrou apenas as novas Hilux e SW4, teve um dos estandes mais ecológicos. Pena que os conceitos apresentados, Rin e 1/x, já não sejam mais novidades.
Também para não passar em branco na questão ambiental, a Citroën mostrou um Picasso equipado com o sistema Stop Start & Flex Start, desenvolvido em parceria com a Bosch que, para maior economia de combustível, desliga o carro no semáforo, por exemplo
A General Motors, além da versão de produção do carro elétrico Volt, apresentou um modelo híbrido da Captiva – e a Porsche anunciou a fabricação de uma versão híbrida do seu SUV Cayenne, 30% mais econômica que as versões a gasolina equivalentes.
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| Os homens começam a fazer sucesso como recepcionistas dos estandes. À direita, o conceito da Renault e o estande da MOTOR SHOW. Abaixo, o Ssangyong Actyon Sports cabine dupla e o conceito da Kia, KND4 |
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