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Março/2009
     
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EcoMotor
Receita de economia
Sem mudanças no motor, o Polo Bluemotion consegue ser quase 13% mais econômico que sua versão "normal"

TEXTO Flávio R. Silveira

POLO BLUEMOTION R$ 46.270

Enquanto ainda não temos híbridos e os carros a hidrogênio ou totalmente elétricos estão distantes de serem viáveis técnica e economicamente, outras alternativas podem ajudar a reduzir o consumo de combustível: desde mudanças no motor até alterações aerodinâmicas, passando pelos e pelas relações de marchas.

O ideal é combinar todas elas, mas não é este o caso deste novo Polo Bluemotion. O motor não mudou.
O resultado foi positivo, mas um motor mais moderno adicionaria mais ao pacote.

Não se trata apenas de economizar no bolso, não que isso não seja uma vantagem. A preocupação ambiental - tanto em relação ao aquecimento global quanto à saúde pública - já é grande na Europa e nos EUA, e agora chega ao Brasil com este Polo, que mira o consumidor consciente. Nada incrível, mas é um ponto de partida.

Para caracterizar a versão, o modelo é vendido em uma única cor e tem bancos azuis. A grade dianteira diferenciada também cumpre esse papel - mas não está lá só para isso. A nova grade faz parte das mudanças aerodinâmicas que reduziram o coeficiente aerodinâmico (Cx) do carro. Quanto menor o número, menos energia o carro gasta para "furar o ar" e, consequentemente, menos consome.
A nova grade e os spoilers nos parachoques e aerofólio traseiro - além da altura do solo, que diminuiu com a nova suspensão rebaixada em 15 mm - reduziram seu Cx de 0,34 para 0,31. Com isso, reduziu- se o consumo em 2%.

Os outros 3,9% da diminuição do consumo vieram da redução na transmissão (no diferencial e em todas as marchas, chegando a 21,6 de redução na relação total da quinta marcha). Além da economia, a 120 km/h o motor gira perto das 2.500 rpm, contra cerca de 3.200 rpm na versão normal. Resultado: mais silêncio na cabine, maior conforto. Claro que se perdeu eficiência nas retomadas, mas é parte do sacrifício pelo consumo.

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