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Ayrton Senna
15 anos sem ele uma década e meia depois do terrível acidente na curva tamburello, Senna continua vivo na memória - e sua genialidade não foi superada

Texto Rafael A. Freire

Mas, para o assessor, o que melhor retratou sua obstinação pela vitória não foram propriamente os resultados, mas sim a sede de vitória que ele tinha. Para Marzanasco, isso ficou claro no grande prêmio de Donington Park de 1993, no qual, após assumir a liderança fazendo quatro ultrapassagens na primeira volta, Senna marcou o melhor tempo da prova, passando pelos boxes sem parar. "Depois da corrida liguei e perguntei por que ele tinha entrado se não ia parar, e como ele conseguiu que aquela fosse a volta mais rápida. Ele me contou que havia descoberto que passar por dentro dos boxes era o caminho mais curto, e que aproveitou a boa vantagem que tinha sobre o segundo colocado para testar a estratégia.

À esquerda, as Lotus que pilotou no começo de sua carreira. À direita a Mclaren, que pilotou na maioria de suas vitórias, e a Williams de 1994, ano em que sofreu o acidente

Mas disse que era para eu guardar segredo, porque pretendia repetir a façanha no ano seguinte", relembra o assessor.

À esquerda, o cortejo de Senna e, à direita, seu caixão sendo levado por personalidades do automobilismo - entre elas, Emerson Fittipaldi, Alain Prost e Berger

Infelizmente o GP de Donington Park de 1994 não chegou para Senna, pois, na quinta volta do GP de Ímola, na curva Tamburello, ele passou reto e bateu a mais de 200 km/h, falecendo horas depois em um hospital de Bolonha, na Itália. A morte do ídolo foi uma grande perda para toda a nação brasileira. Milhares de pessoas acompanharam seu cortejo, aplaudindo e chorando a perda. O circo da Fórmula 1 também ficou de luto. Até seu maior rival, e ex-companheiro de equipe Alain Prost, se surpreendeu com a importância que o brasileiro tinha em sua vida. "Fomos rivais dentro e fora das pistas. E só agora percebo o quanto ele era importante para mim. Metade da minha vida se vai. Ele era o meu parâmetro", disse o italiano no funeral do piloto. Outro que ficou sem chão com a tragédia foi Rubens Barrichello, que era considerado protegido de Senna.

"Conheci o Ayrton em 1987, e, desde então, ele sempre foi muito legal comigo, me dava dicas de traçado e sempre se colocava à disposição para ajudar", conta Barrichello, que, por causa da morte pensou em parar de pilotar. "Foi a fase mais crítica da minha carreira. Tive que repensar muito o porquê de estar na F-1. Cheguei à conclusão de que amava o que fazia", diz.

À esquerda, o cortejo de Senna e, à direita, seu caixão sendo levado por personalidades do automobilismo - entre elas, Emerson Fittipaldi, Alain Prost e Berger

A verdade é que as manhãs de domingo nunca mais foram as mesmas sem Senna e o tema da vitória tocando depois de cada vitória que conquistava. No dia 1o de maio, 15 anos se passaram de sua morte - 15 anos de F-1 sem um piloto tão brilhante.

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