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Teste Rápido
Completo, mas não perfeito Peugeot Passion 1.6 tem bom desempenho e muitos itens de série, mas suspensão e direção não agradam
Flávio R. Silveira
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| O plástico, de boa qualidade, e os encaixes bem-feitos garantem um interior bem-acabado. A lista de itens de série é um dos principais atrativos do carro |
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No primeiro semestre deste ano foram vendidas 8.537 unidades do 207 Passion. Pouco se comparado ao líder Siena, com mais de 47 mil unidades no mesmo período. Mas vale lembrar que a grande maioria dos Siena vendidos tem motor 1.0 ou 1.4, em versões mais baratas do que este Peugeot, cujos preços com motor 1.4 começam na casa dos R$ 40 mil (o Siena 1.0 parte dos R$ 30 mil). Considerando isso, o resultado é bom.
O Passion é um sedã que agrada mais pelo que oferece dentro do habitáculo. Mima o motorista com itens de série que os concorrentes Siena e Voyage, por exemplo, oferecem como opcional - ou nem assim. Sensores de chuva e estacionamento, ar digital, banco traseiro bipartido, rodas de liga e computador de bordo. Se os concorrentes parecem mais baratos a princípio, quando equipados com itens equivalentes ao do Passion, o preço fica igual (ou até um pouco mais caro, no caso do Siena). Seu acabamento interno também é superior.
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O problema é seu comportamento dinâmico: o desempenho do motor 1.6 16V é muito bom, com zero a 100 km/h em menos de dez segundos e boas marcas de consumo. O câmbio também agrada, mas a suspensão é um pouco mole demais, além de ruidosa. O sistema de direção é pouco direto e pouco isolado, um pênalti para quem gosta de prazer ao volante (nisso, o Voyage é melhor, mas o Siena é igual). Fora isso, para quem o prazer a bordo é mais importante que o prazer ao volante, trata-se de uma boa compra.
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