| HOME | ÍNDICE REVISTA | ANTERIORES Com artigos da revista italiana Quattroruote 
Junho/2010
     
ASSINE JÁ!

Edição 318
 
Reportagens
Mercado e serviços
Teste Rápido
Lançamento
Salão
Novidade
Comportamento
E mais
Seções
 
Expediente
  Lançamento

Ser ou parecer?
O Livina X-Gear parece off-road, mas não é.Visual diferente é o que importa, e isso ele tem

Flávio R. Silveira

Roberto Assunção
Roberto Assunção
Roberto Assunção
A versão top tem bancos e volante em couro mais escuro e detalhes cromados. Faltam o computador de bordo e o ar digital, mas o interior é espaçoso e bem-acabado e sua condução suave e silenciosa

Os “off-roads light” são sucesso de vendas, mas não de crítica. Parte da imprensa torce o nariz para versões com “visual diferenciado”, mas que nada (ou pouco) mudam, mecanicamente, com relação às versões “normais”. O que mais muda, além do visual, é – claro – o preço.
No Livina X-Gear, é isso que ocorre: por R$ 51.700 (R$ 5.010 a mais que o valor pago pela versão tradicional 1.6), você leva a mesma configuração, mas com modificações estéticas. Nova grade dianteira e parachoques, molduras nas caixas de roda, rack de teto...
A crítica pode não gostar, mas os consumidores aprovam. As vendas de CrossFox e 207 Escapade, entre outros, são prova disso. Tudo bem, alguns ganham pneus mistos e suspensão elevada, melhorando sua habilidade fora de estrada, mas não são aptos ao off-road, como fazem parecer. E isso não importa: parecer, neste caso, é mais importante do que ser.

Roberto Assunção

O X-Gear avaliado aqui é o top de linha, 1.8 SL (R$ 63.700), com câmbio automático. Além dela, há a versão de entrada, 1.6 mecânico, já citada; e a 1.6 SL, com a mesma configuração mecânica e quase tão equipada quanto esta, com preço de R$ 57.900.
A direção elétrica é leve na cidade e adequada na estrada, e a suspensão filtra irregularidades com eficiência, proporcionando muito conforto. Não espere habilidade em curvas: ele gosta de sair de frente. Mas, para a proposta familiar, tem um conjunto excelente.

O acabamento é impecável e a cabine agradável, o que ajuda a esquecer que vem sem regulagem de altura dos bancos e de profundidade do volante, sem computador de bordo e sem ar digital. Compensa também com ABS, airbag duplo, som com entrada auxiliar e, nesta versão automática, a prática i-Key: com o sistema, a chave só precisa estar no bolso para você abrir e fechar a porta e dar a partida.


Se a aparência para você não é essencial, pague menos na versão 1.8 SL tradicional – ou R$ 1.690 a mais no Grand Livina 1.8 SL automático, com espaço para sete. Mas, se você realmente quer um “visual diferenciado”, está no seu direito de pagar por ele.

Roberto Assunção

 

 

 

 

OUTROS SITES


 
 
© Copyright 1996-2009 Editora Três