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Lançamento
Audi TTS Rodamos quase 1.800 km pela Europa com o esportivo que chega aqui no fim do mês
TEXTO Henrique Flávio Neves, de Praga (República Tcheca)
Fui à Alemanha com a missão de avaliar o TTS, novo cupê esportivo da Audi - derivado do TT -, que desembarca no Brasil agora no fim do mês. Em bom português, trata-se de um versão apimentada do belo modelo alemão. Para esta avaliação, decidi fazer o percurso Ingolstadt-Praga-Viena-Munique-Ingolstadt. Primeiro, segui pelas belas autoestradas alemãs, famosas por não terem limites de velocidade, para avaliar seu desempenho.
Com chuva, não cheguei na máxima - controlada eletronicamente - de 250 km/h, mas bem perto disso. Tarefa fácil, já que debaixo do capô há um motor 2.0 TFSI (com injeção direta, turbo e comando variável) reprogramado para obter nada menos que 272 cv de potência, contra os 200 cv do TT.
Não por acaso, este motor ganhou três vezes consecutivas o título de "Motor do Ano" na Europa. Só para se ter uma ideia, o TT acelera de zero a 100 km/h em 5,2 segundos com o excelente câmbio manual automatizado com dupla embreagem (com borboletas no volante), a versão que será vendida no Brasil.
Depois, entre Viena e Praga, escolhi um caminho mais longo e (bem) mais sinuoso, para que pudesse avaliar se seu comportamento dinâmico era adequado a toda a agilidade do motor. E foi justamente nessas curvas que o TTS mostrou sua verdadeira vocação.
Equipado de série com tração integral, ele gruda na pista. Ainda mais quando se passa dos 100 km/h e o aerofólio se levanta - para inveja dos outros motoristas, que vão rapidamente sendo ultrapassados. Sua carroceria pesa apenas 206 kg, pois 68% dela é feita de alumínio, um material extremanente rígido, leve e, ao mesmo tempo, resistente - e que faz o TTS pesar apenas 1.415 kg, com uma excelente relação peso/potência.
Durante o resto da viagem, o carro se mostrou um verdadeiro "brinquedo de gente grande". O TTS custa, na Europa, 45 mil euros e deve chegar ao Brasil no fim do mês custando algo em torno de R$ 300 mil. Quando estacionei o carro de volta na sede da empresa alemã, o painel mostrava 4.926 km rodados: eu havia rodado exatos 1.769 km com o TTS. Nem pareceu tanto.
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Acima, o painel com acabamento em aço escovado e pedaleiras e volante esportivos. Na traseira, o aerofólio que se levanta acima dos 100 km/h e a saída de escape quádrupla dão esportividade ao visual
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