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Reportagens
O CARRO MAIS ECONÔMICO DO BRASIL
O superteste do ano! Doze montadoras indicaram seus carros mais econômicos para o desafio: ver quem gasta menos dinheiro para percorrer 145 km
TEXTO Ana Flávia Furlan FOTOS Roberto Assunção e Ibrahim Cruz
A preparação do teste
Eram cerca de 8 horas da manhã quando iniciamos a preparação dos seis carros que seriam avaliados na primeira bateria. A oficina Frisontech, parceira de MOTOR SHOW, era a responsável técnica pelos trabalhos. Pelo regulamento, os carros deveriam ser entregues na pista pelas montadoras sem combustível, mas não foi exatamente o que aconteceu.
Todos os modelos tinham sobra no tanque. Os mecânicos completaram o esvaziamento retirando o combustível pela própria linha de alimentação, "jumpeando" o relê da bomba, que, em vez de mandar o combustível para os bicos, enchia um galão externo. A verificação do esgotamento era feita por meio da vigia do tanque, uma espécie de janela que dá acesso à peça para facilitar a manutenção. Com uma bomba elétrica, o tanque era seco, o que era confirmado visualmente com iluminação direta.
Nos carros que não possuíam a vigia, o tanque era retirado. Feito o esgotamento do combustível, os mecânicos sacudiam o veículo, para ter certeza de que nenhum combustível ficara "escondido" na linha de alimentação, e era dada a partida. Por fim, o carro ficava no sol por alguns minutos para que eventuais sobras de combustível evaporassem.
Aí, novamente, os mecânicos tentavam dar a partida. E não é que Clio, Mille e Fit funcionaram "no cheiro", literalmente?! Depois de alguns segundos queimando vapor, pararam de vez por pane seca. Finalmente, estavam alinhados para iniciar os testes Kia Picanto, smart fortwo, Fiat Mille Economy, Renault Clio Campus, Ford Ka e Polo Bluemotion.
Os modelos Volkswagen, Ford e Fiat receberam 16 litros de etanol, e os demais 14 litros de gasolina, inclusive o Clio (que é flex), por opção da montadora. Todos os pneus foram calibrados segundo as recomendações do manual do proprietário e, depois de abastecidos, os tanques foram lacrados - assim como os comandos do ar e os controles dos vidros, que foram abertos igualmente em todos os carros e não poderiam mais ser acessados. Tudo sob o olhar atento dos representantes das montadoras.
Motoristas como você
Carros enfileirados no "grid", era hora de receber os 12 motoristas - escolhidos aleatoriamente. Eram quatro mulheres e oito homens, uma porcentagem que representa a mesma divisão por sexo dos motoristas habilitados no Brasil. Apesar de todos serem motoristas comuns, sem treinamento especial, dois deles funcionaram, na verdade, como "espiões" da equipe de reportagem.
Um era Vagner Aquino, repórter e colaborador de MOTOR SHOW, com pouco tempo no jornalismo automotivo. Sua função era nos dar a visão dos "pilotos" na pista. O outro era Cristiano Sagrillo, da oficina Blower Company, experiente preparador de carros e especialista em injeção. Sua função era sentir a "tocada" de cada carro e, caso notasse algo irregular, separá-lo para uma checagem mais profunda.
Antes de irem para a pista, os motoristas receberam um treinamento de segurança, dado por Luis Roberto Rigon, engenheiro responsável pelo campo de provas da TRW, e Roberto Manzini, do Centro de Pilotagem Roberto Manzini, responsável pela equipe de pista do teste.
Eles controlavam as voltas de cada carro e aferiam com radares a velocidade em cada trecho. No briefing, os motoristas foram instruídos a dirigir normalmente, como fariam com seus carros. O limite de velocidade era de 40 km/h (mínima) e 80 km/h (máxima).
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Depois do treinamento de segurança (acima), os motoristas partiram para uma volta de reconhecimento da pista, a bordo de uma van do Centro de Pilotagem Roberto Manzini, responsável pelo controle da prova
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