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Reportagens
O CARRO MAIS ECONÔMICO DO BRASIL
O superteste do ano! Doze montadoras indicaram seus carros mais econômicos para o desafio: ver quem gasta menos dinheiro para percorrer 145 km
TEXTO Ana Flávia Furlan FOTOS Roberto Assunção e Ibrahim Cruz
Hodômetros zerados, era hora de aquecer os motores. Para garantir igualdade no warm up, todos os carros ficaram com os motores ligados por três minutos e, a partir daí, a equipe de pista os liberava a cada 30 segundos. Três voltas na pistas, o carro retornava, trocava de motorista e voltava para a pista. Isso até todos guiarem os modelos na mesma quantidade de voltas.
Foram 12 pit stops e um total de 36 voltas, contabilizando 145,2 km. Os carros tiveram suas portas lacradas e ficaram aguardando a retirada do combustível. O destaque da primeira bateria foi o Polo Bluemotion. "O Polo é uma delícia. Eu compraria um", comentou Dilson Soares. "Arisco, anda bem em curva e em reta e tem boa visibilidade", concorda Paulo Vieira.
Nosso motorista Vagner Aquino, conclui: "O Polo foi quase unanimidade." Muitos também se renderam ao Mille. "Muito bem acertado", falou Dilson. O Clio foi criticado em relação à dureza da suspensão e ao desempenho, resultado da comparação com os demais 1.0. Com motor 16 V, tinha retomadas mais lentas nas saídas de curvas. Normal.
gaste menos combustível
Como sempre salientamos, o consumo de um carro não é absoluto. Ele depende muito de fatores externos e, sem dúvida, os que mais influenciam na obtenção de boas marcas são: a qualidade do combustível, a forma de condução e a manutenção. Para ter sempre o melhor consumo possível com seu carro, mantenha o motor regulado, com filtros limpos e o óleo recomendado dentro do prazo especificado. Muitas vezes uma economia com alguns litros de óleo de melhor qualidade acaba sendo consumida em mais visitas aos postos de abastecimento. Os pneus devem estar calibrados e sem desgaste aparente. As rodas não podem apresentar deformações e devem estar balanceadas, assim como a suspensão e a direção devem ser mantidas alinhadas. Conserve o sistema de escapamento em ordem, sem furos ou corrosões. E, obviamente, não faça modificações no projeto original. Alterações no sistema de injeção, no conjunto roda/pneu, na aerodinâmica ou no peso do carro não são recomendadas para quem quer economizar combustível. Quando estiver dirigindo, ande com os vidros preferencialmente fechados e limite o uso do ar-condicionado. Aproveite o torque do motor e utilize marchas mais altas sempre que for possível, evitando as esticadas desnecessárias. Arranque suavemente e preste atenção no percurso a sua frente para saber quando vale a pena reduzir a marcha, usar o freio-motor ou acelerar, aproveitando declives. Se seu carro tiver computador de bordo, se habitue a acompanhar as médias de consumo instantâneas e use-as para adequar sua forma de dirigir. Trafegue em velocidades moderadas, não costure no trânsito e não acelere enquanto está esperando o semáforo abrir. Evite carregar cargas desnecessárias no porta-malas e mantenha seu carro sempre limpo e polido. |
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A piloto Zizi Paioli, do Centro de Pilotagem Roberto Manzini, controlava, atenta, a pista. Representantes das montadoras (à direita) fiscalizavam nossos trabalhos
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Os vencedores
Depois do almoço, nossos trabalhos recomeçaram. Na segunda bateria, participaram Mercedes B180, Toyota Corolla, Honda Fit, Citroën Picasso, Peugeot 207 e Nissan Tiida. Desses, Mercedes, Peugeot e Citroën foram abastecidos com gasolina. Os procedimentos de preparação foram idênticos aos da primeira etapa e os motoristas voltaram à pista no mesmo sistema de revezamento.
Finalizados os trabalhos na pista, era hora de conhecer o vencedor. Os carros foram empurrados até a oficina para que o combustível restante fosse retirado. No entanto, alguns modelos precisaram voltar a rodar: o Picanto apresentou falha no sistema de injeção na primeira bateria, com acendimento da luz espia; o Ka teve problemas no momento em que o combustível foi
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