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Junho/2010
     
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Discovery faz 20 anos
Chega ao Brasil o Discovery 4: novos motores e mudanças visuais sutis marcam a nova geração do modelo inglês

Texto Flávio R. Silveira

Se o aniversário do Discovery tivesse ocorrido em uma época mais favorável, esta quarta geração seria diferente: provavelmente sofreria mudanças mais profundas. O salto que se viu no Discovery 3 em relação à geração anterior foi muito maior do que o que se vê agora. A Land Rover fez o que estava a seu alcance para renovar o modelo em meio à turbulência de sua aquisição pela indiana Tata.

Este Discovery 4 foi lançado na Europa pouco antes do aniversário de 20 anos do modelo - nascido em 16 de setembro de 1989, no Salão de Frankfurt (Alemanha). A proposta inicial era brigar com os SUVs japoneses, mais baratos. Para isso, foi construído sobre a plataforma do luxuoso Range Rover, mas com prioridade para a redução de custos e a capacidade de acomodar sete passageiros com mais conforto que o espartano Defender. Foi assim que ele surgiu. Nesses 20 anos, o modelo  cou bem mais potente, com motores V6 a diesel e V8 a gasolina, e mais re nado. Desde 1989, já foi vendido quase um milhão de Discovery, em 91 países.

"A história do Discovery se construiu pela inovação em design e pela utilização de tecnologias pioneiras em um veículo fora de estrada. A adoção de um motor diesel de injeção direta em 1989 foi pioneira, assim como a implantação do airbag duplo em 1998. Tais fatos  zeram do Discovery o SUV preferido em todo o mundo", a rma Phil Popham, diretor-geral da Land Rover.

Em relação ao Discovery 3, as principais novidades estão na motorização. Além do 2.7 turbodiesel antigo, que continua em linha, agora há duas novas opções de motor: o mesmo (e novo) 5.0 V8 que equipa o Range Rover que você conferiu na edição passada, mas em uma versão sem compressor, que, em vez dos 510 cv, gera 375 cv, e um novo turbodiesel 3.0 V6, este sim a novidade mais interessante do modelo.

Mostrado pela primeira vez no Jaguar XF, essa unidade foi recalibrada para o Discovery 4: o mais impressionante nele não são os excelentes 245 cv de potência, mas sim o enorme torque de 61,2 kgfm, contra os 63,7 kgfm do grande V8 5.0. Sim, os motores a diesel costumam ser mais fortes mesmo, mas o melhor aqui é como essa força chega às rodas: mais de 50 kgfm estão disponíveis na marcha lenta, e 100% já empurram o carro a partir das 2.000 rpm.

Para os dois passageiros que vão no banco auxiliar, a grande área envidraçada diminui bem a sensação de claustrofobia. Mais elevados, os ocupantes conseguem ter uma visão melhor da rua

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