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Junho/2010
     
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EcoMotor
O meu, o seu, o nosso
Cada carro compartilhado pode tirar até 28 veículos das ruas, diminuindo o trânsito e a poluição do ar

Texto Ana Flávia Furlan Fotos Cláudio Gatti / Ag. IstoÉ

O sistema car sharing é uma alternativa para quem usa transporte público, mas não quer levar a namorada para jantar a pé no sábado à noite nem carregar as compras do supermercado no metrô. O serviço de compartilhamento de carros não é novo - os europeus já usufruem dele há mais de duas décadas e os americanos, desde o início dos anos 90 -, mas só chegou ao Brasil em julho do ano passado.

O funcionamento é simples: você se inscreve pelo site, fornece alguns dados (incluindo um número de cartão de crédito) e recebe um cartão. Com ele, você liga para a central e agenda a utilização do carro. Na hora combinada, vai até o estacionamento escolhido, aproxima o cartão de um sensor no para-brisa e a porta é liberada. Ao entrar no carro, há um painel com a pergunta "O carro está limpo?", basta responder, pegar a chave no porta-luvas e sair dirigindo.

O valor mínimo cobrado pelo uso do carro é R$ 22 por uma hora (e as demais são fracionadas a cada 15 minutos). Por enquanto, os veículos não são isentos do rodízio, mas a empresa está pleiteando o benefício, já que o conceito vai ao encontro da justificativa utilizada para a manutenção da restrição à circulação de carros, que é a diminuição significativa da poluição e do trânsito.

O serviço foi trazido ao País pela Zazcar, que faz parte de um grupo de Curitiba até então voltado à terceirização de frotas, e tem atualmente 130 clientes que dividem dez carros, distribuídos em oito pontos na cidade de São Paulo. Sem dúvida ainda é pouco, mas os negócios vão bem. "Iniciamos a operação com quatro pontos e pretendíamos, após seis meses de ajustes e identificação de demanda, começar a abertura de três novos pontos por mês. Mas estamos bem adiantados, já com oito pontos", comemora Felipe Barroso, diretor da empresa.


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