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Reportagens
EcoMotor
+ Informação para menos poluição Depois das críticas, o Ministério do Meio ambiente divulga uma nova classificação com os carros mais (e menos) poluentes e o Programa de etiquetagem Veicular agora mostra dados de consumo mais realistas
Texto Flávio R. Silveira
Na edição de novembro, demos um "sinal vermelho" para a Nota Verde elaborada pelo Ministério do Meio Ambiente. A classificação dos carros menos (e mais) poluentes do País separava as emissões dos gases tóxicos, CO, NOx e hidrocarbonetos, das emissões de dióxido de carbono (CO2), gás responsável pelo aquecimento global - e classificava os carros conforme os primeiros dados, sem considerar os benefícios para o ambiente pelo uso do etanol (álcool), combustível renovável. Tais distorções, como você viu aqui naquela oportunidade, levavam a conclusões absurdas, como dizer que o Ford Edge, importado e com seu "motorzão" V6 somente a gasolina, era o quinto carro mais "limpo" de nosso mercado.
Agora, conforme defendíamos, as emissões de dióxido de carbono foram incluídas na classificação - e os carros a etanol dominaram o topo da lista dos mais ecológicos. Mas não esqueça que isso vale somente para quando esses modelos são abastecidos com etanol. Outra excelente novidade é que o governo pretende criar nos próximos meses o "IPI Verde": os carros com as melhores notas pagarão menos imposto que os mais poluentes - uma boa forma, que também já defendemos aqui, de estimular a produção de carros mais limpos, independentemente da cilindrada de seus propulsores ou de seu porte.
Na nova classificação, em vez de os carros receberem uma nota de um a dez para os gases tóxicos e outra nota, de cinco a dez, para o CO2, agora são classificados com até cinco estrelas, conforme o novo critério. Quanto mais estrelas um modelo tiver, melhor ele é para o meio ambiente.
Para começar, um veículo a gasolina nunca terá as cinco estrelas, pois uma delas está reservada, exclusivamente, para veículos flex, que podem rodar com etanol. Já a segunda estrela levam aqueles que emitem pouco CO2, não levam aqueles que emitem muito.
A linha divisória é determinada estatisticamente, considerando todos os modelos, e este ano ficou nos 195 g/km. Com isso, acaba-se igualando um carro que emite 110 g/km a outro que emite 194 g/km. Não é o ideal - esta medida poderia ser mais gradual, de um quarto em um quarto de estrela, ou de meia em meia... mas já é um grande avanço com relação à primeira versão do ranking.
*Excluídos os que saíram de linha: Xsara Picasso 2.0, Grand Scénic, Mégane Cabriolet, Berlingo e L200 Triton a gasolina (agora é flex)
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