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EcoMotor
Uma ideia renovável Equipe corre o Dakar usando etanol para mostrar que sustentabilidade é mais importante que competitividade
Fotos Cláudio Gatti / Ag. IstoÉ
"Chega de adiar, está na hora de cada um fazer a sua parte. O planeta agradece." Com essa frase, o piloto Klever Kolberg justi cou a decisão de cancelar sua aposentadoria e participar da 32a edição do Rally Dakar a bordo de um Mitsubishi Pajero Flex abastecido com etanol. Segundo o gaúcho radicado em São Paulo e um dos mais experientes pilotos brasileiros em competições off-road, a ideia era transferir o foco da competitividade para a sustentabilidade e levar as pessoas ao questionamento. E funcionou. Durante as etapas, a curiosidade era enorme. "Algumas pessoas nos perguntavam o que é o etanol e justamente queríamos fazer o mundo saber que o etanol é um combustível limpo e renovável", conta o piloto.
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Acima, o Pajero no rali realizado na Argentina e no Chile. O Brasil quer entrar na rota
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A tecnologia ex e o etanol da cana, que pela primeira vez fez parte dessa competição, ganharam as manchetes durante toda a realização da prova, realizada, pela segunda vez consecutiva, na América Latina (Argentina e Chile), entre os dias 1o e 17 de janeiro. "Para mim, foi difícil deixar o lado competitivo, mas tenho certeza de que todos que participaram do projeto estão orgulhosos", a rmou Kolberg.
A equipe Valtra Dakar Eco Team não teve uma performance de ponta, mas isso já era esperado. Na categoria Experimental, Kolberg e o navegador Giovanni Godoi tinham como objetivo terminar o rali e provar a viabilidade do projeto. O Pajero teve problemas na embreagem e foi desclassi cado na última etapa, mas, mesmo assim, cruzou a linha de chegada no dia 17 de janeiro.
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