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Maio/2010
     
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Novo Uno
Do antigo Uno, só restaram o interior espaçoso e o design quadrado. Oferecido em quatro versões, com motor 1.0 ou 1.4, ele (ainda) não aposenta o Mille

Texto Ana Flávia Furlan, do Rio de Janeiro Fotos Roberto Assunção

Evolução do quadrado. É com essa expressão que a Fiat resume o design do Novo Uno. A ideia era usar a identidade (quadrada) do modelo antigo para criar um produto moderno e atraente. Deu certo - o carrinho ficou bem equilibrado e jovial.
O habitáculo é espaçoso e a grande área envidraçada garante bem-estar, como no Uno antigo. Os materiais de acabamento não são refinados, mas honestos, com bons encaixes e textura agradável. O painel de instrumentos acanhado lembra o do primeiro VW Fox, mas os instrumentos têm boa leitura e, na versão de entrada, incorporam o econômetro.
Mas é na lista de equipamentos que o Novo Uno deixa a desejar.

O modelo básico, 1.0 Vivace, vem pelado. A configuração 1.0 Way ganha, além do visual off-road, conta-giros e luz no porta-luvas. Para se ter um pouco mais, é preciso optar pelo 1.4 Attractive, que acrescenta vidro traseiro térmico com limpador, volante e cinto de segurança com regulagem de altura, comando interno de abertura do porta-malas e do tanque, espelho de cortesia e porta-óculos, além de retrovisores, maçanetas e para-choque na cor da carroceria. A configuração top, 1.4 Way, ganha adereços estéticos.
Direção, ar e trio elétrico, só como opcionais, assim como o (incomum) desembaçador do vidro dianteiro. Até o fechamento da edição, a Fiat não havia divulgado os preços, que devem ir de R$ 25 mil (duas portas, para brigar com Ka e Celta) a R$ 35 mil (quatro portas 1.4 Way, que enfrentará Agile, Sandero e Fox). Com opcionais, deve custar por volta de R$ 45 mil, já na faixa de preço do Punto.

Dinamicamente, o carrinho é uma agradável surpresa. Faz curvas com competência e a carroceria aderna pouco. O câmbio tem engates não muito precisos, mas o motor 1.4 - com variador de fase no comando de válvulas - dá conta do recado.
Na verdade, o Fire Evo é quase outra unidade. Houve modificações no bloco; os pistões são novos, com desenho mais compacto e grafite na composição, para reduzir o atrito na parede do cilindro; as bielas estão mais longas, para diminuir o ângulo de ataque no virabrequim; a tampa de válvulas é feita em alumínio; os condutos de aspiração e a câmara de combustão têm novo desenho para melhorar a queima; e as velas são mais longas. Apesar das mudanças, potência e torque do motor não tiveram alterações significativas, ganhando apenas dois cavalos com o uso de etanol.

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