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Maio/2010
     
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Edição 326
 
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Carro Usado
Sob medida para a cidade
Zero-quilômetro o C3 é caro demais. Seminovo, se torna atraente

Texto Rafael A. Freire

Na opinião de muitos motoristas, um bom carro para uso urbano deve oferecer conforto, agilidade, boa visibilidade e uma lista de equipamentos com, no mínimo, direção hidráulica e ar-condicionado. Pode parecer muita exigência, mas se considerarmos o tempo que se perde no trânsito das grandes metrópoles, tais cobranças ficam cada dia mais comuns. Aliar as qualidades citadas com um design atraente e um preço competitivo pode ser a fórmula para o sucesso de vendas.
O C3 é prova disso: há quem diga que o modelo foi um dos responsáveis pela popularização da marca Citroën no Brasil. Se adquirido zero-quilômetro, ele custa R$ 45.150 - um valor considerável, que foge do orçamento de quem procura apenas um modelo compacto bem equipado. Mas, se comprado seminovo, o motorista pagará o valor de um hatch de entrada novinho nas versões mais caras, e terá um veículo maior e mais completo. Na tabela Fipe/MOTOR SHOW, um C3 Exclusive modelo 2009 está avaliado em R$ 37.315. Por esta bagatela, o comprador terá um veículo 1.6 com alto nível de equipamentos, e, muito provavelmente, ainda com uma quilometragem bastante baixa.
Um fator decisivo na hora da compra do C3 é o visual.

O desenho arredondado e moderno do compacto faz a diferença, e foi o que conquistou a proprietária Mariana Sampaio Lima. "Além de bonito, o C3 é bastante ágil e confortável", diz. Para ela, uma das características que mais agradam é a direção elétrica, bastante suave em baixa velocidade, além do câmbio também macio. Na verdade, para Mariana, o único ponto negativo do carro é o pequeno vão livre do solo: "Qualquer valeta ou lombada mais alta é suficiente para raspar o protetor de cárter". Outro proprietário, Jouber Madureira, considera o C3 robusto e valente: "Já caí até em valetas e nada aconteceu". Mesmo assim, ele reclama da suspensão, que considera dura. "Por ter suspensão firme demais, sempre acabam surgindo alguns ruídos indesejáveis aqui e ali." De fato, este é um ponto a ser melhorado. Cláudio Araújo, da oficina Speed Car, explica que o problema mais frequente do modelo está nos batentes dos amortecedores dianteiros, que, por conta do desgaste, acabam proporcionando barulhos não desejados. Outra ocorrência citada por Araújo são problemas no cabo de acionamento do câmbio, que deixa as trocas de marcha mais difíceis.

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