| |
Teste Rápido
Eficiente, mas faltou a cabine estendida A versão 1.4 da nova picape tem bom desempenho e uma caçamba enorme, mas a cabine podia ser um pouco maior
Texto: Rafael A. Freire
 |
 |
É incrível o quanto a Hoggar chama a atenção. Não dá para saber se é por ser uma picapinha da Peugeot ou se por ter design marcante. O fato é que, por onde passa, o utilitário desperta comentários, na maioria das vezes positivos. Mesmo nesta versão X-Line, de entrada, ela traz de série itens como para-choques na cor do veículo, limpador de para-brisa com temporizador, regulagem de altura do banco do motorista e o sistema follow me home, que mantêm os faróis ligados por 30 segundos após o fechamento do carro. Sem nenhum opcional, sai por R$ 31.400, na mesma faixa de Strada, Saveiro e Montana. Criada no Brasil e para o Brasil, a plataforma da Hoggar foi concebida a partir da junção da parte dianteira do 207 e da traseira do utilitário Partner, que ainda foi alongada em 300 mm. O resultado desta mistura foi bastante positivo, já que a picapinha acabou cando com a maior caçamba da carroceria: acomoda 742 kg ou um volume total de até 1.151 litros.
Se a Hoggar pode carregar mais na caçamba, por outro lado seu interior não permite levar mais do que duas pessoas com quase nenhuma bagagem. Sem a opção de cabine estendida, o utilitário já chega em desvantagem com relação às rivais mais vendidas, Fiat Strada e VW Saveiro. A primeira, aliás, deve sua liderança absoluta ao fato de ser a primeira a ter cabine estendida e, agora, também dupla. As únicas representantes desta categoria sem a opção da cabine estendida são a Montana e a Courier, modelos que estão prestes a ser reformulados e, ao que tudo indica, ganharão versões com o espaço adicional.
1 | 2 | Próxima >> |
|