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Julho/2010
     
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Um passo adiante
Agora com um eficiente e econômico motor quatro cilindros, o novo Sorento evoluiu muito em relação à geração anterior

Texto: Douglas Mendonça


Todos sabemos do signi cativo ganho de qualidade dos carros coreanos nos últimos anos. Vão longe aqueles primeiros importados de qualidade duvidosa dos anos 90. Hoje, eles disputam a preferência do consumidor mundial e continuam acenando para o mercado com o competente binômio de preço e qualidade. Devastam os mercados dos concorrentes e ainda deixam seus consumidores felizes. Trocam a tradição das marcas mais antigas por produtos tecnicamente irrepreensíveis, robustos, com bom grau de durabilidade e agora com desenhos e formas atraentes e modernas. Os coreanos de hoje são os japoneses de ontem, antes da série de recalls que colocaram em xeque a qualidade atual dos produtos nipônicos.

Dentro desse contexto, chega ao Brasil o novo Kia Sorento, um SUV que já era comercializado por aqui, ainda na versão antiga, em volume discreto. Nessa nova versão, nada há da anterior. O utilitário está maior e ligeiramente mais baixo. A ideia foi tornar o utilitário menos SUV e mais crossover; um veículo com mais jeito e dinâmica de carro. Na prática, a dinâmica ainda está mais para SUV do que para crossover, com reações mais lentas ao comando do volante e inclinação da carroceria nas curvas mais rápida. Exatamente igual a todos os outros SUVs do segmento.

O novo desenho da carroceria, concebido no centro de design da Kia na Europa, favoreceu a aerodinâmica, reduzindo o coe ciente de forma de 0,42 da versão antiga para bons 0,38 (para um SUV). Um resultado expressivo quando o assunto é a difícil tarefa de aproximar resultados antagônicos como consumo e desempenho. O Sorento caminhou um passo adiante nessa versão. Vale ressaltar também que a dinâmica do novo Kia evoluiu muito em relação à versão anterior, com frenagens  rmes, sem desvio de trajetória, contorno de curvas estáveis e uma aderência que surpreende (para um SUV). Como divide a plataforma e o conjunto motor/câmbio com o irmão Santa Fe, da Hyundai, ambos têm dinâmica semelhante.

Na mecânica, a marca oferecerá o motor 2.4 de quatro cilindros ou o 3.5 V6 de 278 cv, sempre com transmissão automática de seis marchas. Destaque para o bom e moderno 2.4 com duplo comando de válvulas, variável, que rende 174 cv, todo fundido em alumínio – que permite ao grandalhão um desempenho destacável.


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