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Reportagens
Especial Copa
O pé que chuta é o mesmo que acelera Jogadores de futebol são fascinados por carros. Confira algumas histórias dos astros da bola com os automóveis que são sonho para todos nós
Texto Flávio R. Silveira Ilustração Evandro Rodrigues
Jovens e com muito dinheiro, os jogadores de futebol gastam o que podem (e alguns, o que não podem) em carros. A preferência é clara: modelos de luxo, superesportivos e SUVs de grande porte. Lamborghini, Ferrari, Porsche, BMW, Mercedes, Audi, Rolls-Royce, Bentley, Bugatti... eles gostam das marcas que poucos podem comprar, para mostrar também que ganham como poucos. No Brasil, com medo de sequestros e assaltos, eles são mais discretos. Na Europa, destino de boa parte dos craques brasileiros, desfilam com suas máquinas sem timidez. Enquanto |alguns gostam de comprar, comprar e comprar, formando "frotas" gigantescas, outros têm poucos (mas bons) carros.
O problema é que juntar jovens imaturos e inexperientes ao volante com máquinas difíceis de controlar, cujas potências podem ultrapassar os 1.000 cv, é praticamente uma receita garantida para o desastre. Alguns podem ver neste comentário uma ponta de inveja. Tudo bem, negá-la seria desonesto, mas os fatos estão aí para comprovar. Leia, a seguir, as histórias de consequências trágicas (além de outras cômicas e curiosas) dos "pilotos de chuteira" de seleções mundo afora.
Júlio César
"Só queria ouvir o motor"
Goleiro da Seleção Brasileira e também da Inter de Milão, na Itália, Júlio César bateu sua Lamborghini no último mês de fevereiro e acabou desfalcando o time na partida contra o Chelsea (e ganhando alguns hematomas no rosto). Mais tarde, em entrevista ao Galvão Bueno, disse que deu uma acelerada apenas porque queria ouvir o motor da Lamborghini. Bem, Julio César, fica aqui a dica: se é só para ouvir o motor, ponha em ponto morto antes (assim não há risco de perder o controle do carro).
Romário
Nunca empreste sua Ferrari!
Você emprestaria sua Ferrari de quase R$ 1 milhão, sem seguro, para um amigo? Bem, em abril de 2008 o ex-jogador Romário, o "baixinho", ex-atacante da Seleção Brasileira, emprestou sua F-430 2005 para o amigo Roberto Machado, o Beto, comparecer à própria festa de 30 anos, em Niterói (RJ). Beto já havia pilotado a Ferrari de Romário - mas, provavelmente, não depois de ir a uma festa na qual varou a noite até as seis da manhã. Resultado: a F-430, semidestruída, na parede de um clube.
O reparo foi estimado, na época, em R$ 300 mil. Romário defendeu o amigo, afirmando que ele havia sido "fechado" por outro motorista, que iria bancar o prejuízo. O lado bom foi isso ter acontecido antes de as dívidas esvaziarem a garagem de Romário, que já abrigou uma frota com Porsche Carrera, BMW X5, Maserati GT 3200, Lamborghini Murciélago, Hummer H2, Audi RS4...
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