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Lançamento
Range Rover. Revolução no Diesel Avaliamos a versão 2011 do ultraluxuoso Range Rover Vogue, que ganhou novo motor e novo câmbio de oito marchas
Texto: Flávio R. Silveira, do Vale do Douro (Portugal)
Nas pistas estreitas com curvas fechadas que cortam as serras ao redor do Vale do Douro, no norte de Portugal, o novo Range Rover Vogue 2011 mostrou do que é capaz. O trajeto do test-drive pareceu, a princípio, equivocado: veículos como este, com centro de gravidade alto, costumam sofrer em percursos sinuosos.Mas não foi o que aconteceu. Esse mítico SUV inglês domava as curvas com maestria. Não se comportava como um legítimo esportivo, é claro, mas também não reclamava. Mérito, principalmente, da suspensão a ar, que monitora e calibra os amortecedores – e mais dezenas de parâmetros do veículo – centenas de vezes por segundo, mantendo o carro sempre sob controle do motorista.
Mas esse não era o principal elemento a ser avaliado. As maiores novidades estavam sob o capô: o novo motor a diesel e a nova transmissão. Desenvolvido do zero para substituir o antigo 3.6 V8, de 272 cv, o novo 4.4 V8 é uma bela obra de engenharia. Dois turbocompressores paralelos sequenciais trabalham em conjunto, como no V6 do Discovery4. Em baixas rotações, apenas a turbina pequena atua. Nas altas rotações, as válvulas para a turbina maior se abrem e o motor entrega toda sua força (71,3 kgfm) e 313 cv de potência.
A versão 2011 vem também com uma nova transmissão automática, agora com oito marchas. Controlado por um botão rotativo herdado da linha Jaguar, exclusivo para esta versão a diesel, e com opção de mudanças sequenciais por borboletas no volante, o novo câmbio é rápido e suave. Além disso, rodando a 120 km/h em oitava marcha, esta nova transmissão faz com que o motor trabalhe a 1.200 rpm, com baixo ruído (em muitos momentos se assemelha a um motor a gasolina) e consumo contido. Resultado: apesar da maior capacidade cúbica, do torque 9,4% maior e da potência 15% superior, este novo motor roda 18,5% mais com cada litro de diesel e emite 14% menos CO2.
Em muitos países aqui da Europa, isso significa menos impostos – pois se cobram taxas maiores para os carros que poluem mais. No Brasil, o imposto não muda, então, fora a economia na hora de abastecer (ele consome menos que a versão V8 top a gasolina, e o diesel é mais barato), não há grande vantagem. Pelo contrário. Como o diesel brasileiro é mais sujo, esta versão vai emitir mais material particulado, o que não é bom para a qualidade do ar e para a saúde.
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