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Agosto/2010
     
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Totalmente renovado
Sucesso no Brasil na década de 90, ele perdeu seu espaço no mercado. Mas, em outubro, este novíssimo modelo 2011 chega revigorado, preparado para enfrentar a concorrência

Texto: Douglas Mendonça, de São Francisco (EUA)


Do Grand Cherokee anterior ficou apenas o nome. A nova versão 2011 pode ser considerada um outro carro, bastante superior ao modelo oferecido até agora sob todos os aspectos, técnicos e práticos. MOTOR SHOW avaliou o novo SUV em São Francisco (Califórnia) por estradas rápidas e sinuosas e até mesmo em uma pista especialmente concebida pela Jeep – onde toda a capacidade off-road do carro pode ser explorada em pisos e condições difíceis até mesmo para veículos fora de estrada mais leves. O Grand Cherokee enfrentou todos os obstáculos com valentia, subindo e descendo ladeiras com inclinação acentuada e trafegando por vias quase intransitáveis e deixou claro que, construtivamente, evoluiu muito: a nova estrutura monobloco, as suspensões e os sistemas de direção e freios agora são parametrados segundo o que oferecem os melhores concorrentes do segmento.

Os robustos eixos rígidos com feixe de molas (herdados dos primeiros Jeep e presentes na primeira Grand Cherokee de 1991), por exemplo, apesar de serem sinônimos de resistência mecânica e boa performance nos pisos mais difíceis, fazem parte do passado. Agora, novas suspensões independentes aliam a melhor tração nos pisos difíceis a um rodar confortável e a uma estabilidade competente no asfalto. O utilitário da Jeep surgiu no início dos anos 1990 e o resultado foi tão positivo (quatro milhões de unidades produzidas até hoje) que, atualmente, todo fabricante com alguma pretensão no mercado mundial tem em seu portfólio ,um SUV luxuoso.

Para se manter por cima dessa onda, a Jeep investiu pesado nessa nova Grand Cherokee e concebeu um veículo com todos os recursos que os contrutores almejam fornecer ao consumidor desse segmento: design atraente, re no construtivo e interior sofisticado. No design externo, além da aparência robusta típica dos Jeep, os estilistas trabalharam bastante nas formas aerodinâmicas. O objetivo foi melhorar a performance em altas velocidades e, principalmente, baixar o consumo. Para que se tenha ideia, o coeficiente de forma, que era de 0,404 no modelo anterior, evoluiu para bons 0,370 (resultado bastante positivo para um SUV). A traseira, não por acaso, ficou muito semelhante à do BMW X5, um sucesso no mercado mundial. As dimensões acanhadas das portas traseiras, que dificultavam o acesso ao banco traseiro (um problema crônico que sempre acompanhou a Grand Cherokee), foi resolvido: agora elas abrem com um vão generoso. Além disso, a nova carroceria é bem mais rígida e o novo monobloco é 146% mais resistente à torção – o que resulta em uma melhor estabilidade direcional, um funcionamento mais preciso dos sistemas de direção e suspensão e menores índices de ruído da carroceria e de componentes internos de acabamento.

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