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Agosto/2010
     
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Punto para todos os gostos
Os novíssimos motores 1.6 e 1.8 fabricados no Paraná dão vida nova ao hatch da Fiat, ampliando bastante as opções de compra

Texto: Douglas Mendonça, de Curitiba (PR)


Com uma nova família de motores, o Punto 2011 agora tem versões e motorizações para todos os gostos. A Fiat passa a oferecer motores 1.4 (turbo e aspirado), 1.6 16V e 1.8 16V – com potências que vão de 86 cv (no 1.4 aspirado) aos 152 cv (1.4 turbo), passando pelos 117 cv do novo 1.6 e os 132 cv do novo 1.8. Desta forma, o hatch premium é oferecido em sete versões, com quatro motorizações e duas opções de transmissão (nos modelos 1.8, pode-se optar pelo câmbio automatizado Dualogic). Fica difícil o consumidor não encontrar uma que goste: ele pode optar pela versão de entrada, Attractive 1.4, passando pelas Essence 1.6 e Essence 1.8, até chegar à esportiva (no visual) Sporting 1.8 e à superesportiva T-Jet (1.4 turbo). Os preços também são diversificados: vão dos atraentes R$ 39.290 do 1.4 de entrada até os salgados, ou apimentados, R$ 64.670 para a versão turbo. E claro que, somados a esses preços, sempre há aqueles opcionais que não se pode deixar de pedir...

A grande notícia está mesmo nas versões com os novos motores 1.6 e 1.8, ambos de 16 válvulas, que foram batizados de E.torQ justamente por suas características de elevado torque máximo (ou força) máximo (chegaram aos 16,8 kgfm no 1.6 e 18,9 kgfm no 1.8, valores bem acima dos 10 kgfm por litro de cilindrada de um bom motor). Produzidos na recém inaugurada fábrica paranaense de Campo Largo, na região metropolitana de Curitiba (leia boxe), os novos motores são a expressão mais recente para motores de boa eficiência e grande produção. Trazem a modernidade construtiva para o dia a dia do consumidor, com unidades leves e compactas e ótimos resultados de potência e torque com consumo contido. Na prática, as novas unidades são bastante semelhantes, diferindo fundamentalmente no diâmetro dos cilindros, ligeiramente maiores (exatos 3,5 milímetros, para quem curte a precisão dos números) na versão 1.8.

Claro que esse aumento exigiu, além de pistões maiores, algumas mudanças nas passagens internas do líquido de arrefecimento pelo bloco, dimensões de juntas, diâmetro de pistões e anéis, área de apoio dos mancais e assim por diante. Esse propulsor nasceu 1.6 (1.598 cm3) e posteriormente os técnicos da FPT (Fiat Powertrain Technologies) o fizeram crescer para 1.8 (na realidade, um exagero na identificação do motor, que é de exatos 1.747 cm3). Provavelmente não se chegou a valores mais próximos a 1.8, o que certamente melhoraria a performance, por questões de limitações do projeto original. Neste caso, seria necessário reprojetar bloco, cabeçote, virabrequim e outros componentes – o que elevaria demais o custo. O resultado final foi bem positivo, chegando-se aos 130 cv com gasolina e 132 cv com álcool, mas aquém dos 136 cv do Corolla e dos 140 cv do Civic, com capacidades cúbicas semelhantes.

 

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